
Desconexas
Algumas surpresas são boas outras nem tanto... mas aí é que tá...
Tenho vivido dias estranhos.
Tenho trabalhado o que não trabalhei durante 13 anos. Tem sido divertido e estressante.
Tá muito engraçado os acontecimentos das festas que eu frequento. Eu causo. Tenho ido a várias festinhas, todo mundo faz aniversário em outubro/novembro. Aí amontoa e meu fígado pede clemência. Fui expulsa de uma balada... eu e ele... hahah A última vez isso aconteceu foi numa ceia de Natal porque dei risada na hora da oração...
Por uma série de razões eu não consigo tirar o sorriso do rosto. Estou me divertindo demais...
Me chamaram de Lion, a visão além do alcance, né! Acho que faz sentido. Porque eu vejo umas coisas... tenho visto cada coisa...heh
O final de semana foi excelente. Fui pra Boiçucanga. Ri até ficar com dor abdominal. Sabe quando o conjunto funciona perfeitamente? Falei todos os palavrões que eu podia, afinal, de segunda a sexta eu sou uma santa... Na empresa eu reprimo todo o meu lado b. Tenho que liberar o lado negro da força em algum lugar!
Descubro e redescubro que ele é o cara para todas as horas. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença! Seja na hora de um fígado danificado, como na alegria desenfreada que me deixa in-su-por-tá-vel! Afinal, minha alegria é encher o saco dos outros!uaua
Vez em quando eu erro, fazer o quê! Ninguém é perfeito, mas eu sempre tento acertar. Isso conta, né?!
...
Ajo de acordo com a minha vontade.
Tenho meus princípios. Se você não gostar deles... tenho outros.
Crazy train
Estou com a sensação de que terei um derrame. Bebi demais. Minhas mãos estão formigando até agora... O negócio vai e vem. Hmmmmm
Parece que o final de semana não existiu. Fui numa festa no sábado, mas não tenho certeza. O dia seguinte veio na forma fantasmagórica de um domingo dolorido. Dores. No estômago, no olho direito. Admito que eu não conhecia os sintomas da ressaca no seu mais alto grau.
Prosecco + anfetaminas²
Tem um buraco no meu estômago. No meu estômago tem um buraco.
Diálogo
P - Liguei pra você pois precisava falar com uma pessoa sensata.
R - E VOCÊ LIGOU PRA MIM?!
Convicção
Há. Eu tenho.
Atire a mamãe do trem
O celular tocou. No visor "Mimi" chamando.
- Oi, mãezinha! (será que agora ela vai me dar os parabéns?)
- O bolo tá pronto.
- QUE BÃO! (entonação Cema).
- E a cobertura é muito amarga.
- ...
- Tive que assar 3 massas de bolo.
- Por quê?
- Uma não cresceu, se afundou toda e na outra massa eu esqueci de colocar o chocolate.
*Eu me lembro que quando passou "Atire a mamãe do trem" na tv, minha mãe começou a ficar com dor de cabeça por causa do filme. Freud explica. haha
Como água para chocolate
O celular tocou às 6h00. Não ouvi, continuei dormindo, e se ouvi, desliguei sem perceber. Eu estava sonhando MUITO e escutei láááá no fundo "RITA! POR QUE VOCÊ TROUXE CHOCOLATE MEIO AMARGO? TÁ MUITO AMARGO!". Eu abri os olhos... não consegui responder. Eu só conseguia ver os olhos grandes de mamãe, que arregalados na escuridão do meu quarto, minha nossa, pareciam que iam explodir naquela carinha rosa.
Qualquer pessoa abriria os olhinhos e veria uma mamãe amorosa "feliz aniversário, filha" smack smack smack
Levantei. Quando eu ia entrar no banheiro, ela falou "vou buscar licor na padaria" só faltou completar a frase com "SUA ANTA".
Enquanto eu tomava banho ela retornou da padoca. E já estava fazendo o bolo.
Pergunte se ela falou "feliz aniversário". Que nada. Ela parecia uma louca fazendo o bolo. Juro por deus. Deu medo.
Encurralado
- Mãe, comprei um quilo de chocolate pra fazer a cobertura do bolo!
- Mas eu pedi chocolate granulado.
- Mas chocolate CHOCOLATE é mais gostoso!
- Mas dá mais trabalho.
- Mas é mais gostoso.
- Dá muito trabalho!
Fui direto pra cozinha ralar a porr* do chocolate. scronsh scronsh scronsh
- Não seria melhor você pegar pedaços menores pra ralar?
scronsh scronsh scronsh
- Você vai quebrar o ralador.
scronsh scronsh scronsh
- Por que vc não apóia o ralador, canhoteira?!
scron...sh
Mulher à beira de um ataque de nervos
Minha mãe disse que ia fazer um bolo. Sem novidades. Eu conheço a figura. Ela começou a me torturar uma semana antes. Preciso fazer o bolo, preciso fazer o bolo, PRECISO FAZER O BOLO, VAI COMPRAR OS INGREDIENTES, quero fazer o bolo! NÃO ESQUEÇA DO CHOCOLATE GRANULADO! Fui ao supermercado pra ela. Eu odeio supermercados. O único que eu gosto é aquele que fica dentro do Shopping Bourbon Pompéia. Eu não sou boba, né. Vazio. Só gente bonita. Eu vou lá só pra olhar as prateleiras e comprar vinho na promoção.
Fui num supermercado perto da minha casa. Fiz uma lista das exigências de mamãe e fui para o front me degladiar com os miseráveis. Como eu não tenho prática, peguei uma cestinha. Enchi a cesta. Ficou pesada, a cesta. E me irritou. O celular tocou, me irritou mais um pouco. Cheguei no ápice da irritação quando olhei pra dois caras muito feios. Saí de perto e fui pra outra seção. De raiva. Quando olho pro lado, tá lá os dois feios. Saí de perto, again. Sem brincadeira, trombei com eles umas quatro vezes e o supermercado era grande! Fui pagar a compra, o celular tocou, again. Atendi. Falei. Desliguei. Peguei um carrinho que quase bateu no carro que estava estacionado. Peguei um saco com as latas de leite condensado. O saco furou. Atravessei o estacionamento com o carrinho. De salto alto, com os pés doendo. Não encontrei a saída. Dei a volta, achei uma rampa. Quando me aproximei do táxi um casal entrou no carro. Quinze minutos esperando. De repente surge um táxi e prontamente o cara sai do carro e põe as compras no banco de trás. E eu, absolutamente sem noção, motivada pela linda camisa que ela estava usando (do palmeiras), falei: olha, esqueci de comprar uma coisinha, você pode esperar? Sure.
Não preciso dizer que se fosse um corinthiano eu jamais deixaria as compras dentro do carro, neam.
A muié do bolo
Há 32 anos minha mamis faz bolo de aniversário pra mim. Mesmo sendo uma família pequena, acontece do bolo acabar em dois dias. Já batemos alguns recordes nesses anos todos. Já chegamos a comer bolo o DIA INTEIRO (manhã, tarde e noite). Já aconteceu de chegar uma visitinha surpresa e não ter mais nenhum pedaço pra contar história. A gente só servia café. Pra não ficar chato. hahahaha
Teve uma época que ela só fazia um tipo de bolo: branco, com recheio de doce de leite com ameixas e pêssegos com leite condensado. Era bom, viu. O que me deixava estarrecida era o modo como ela estragava o bolo: molhando o bendito com guaraná. Eu nunca disse pra ela que eu não gostava muito. E ela passou sei lá quantos anos molhando o bolo com guaraná. Pobreza, eu sei quem tu és! Ainda assim eu comia. Eu sempre fui uma menina muito fofa... dos lados.
Quando minha mãe fazia bolo, eu ficava sempre na área. Pra pegar uma colher de leite condensado (quando ela não estava olhando), lamber os restos da panela, da colher, os "retalhos" do bolo...essas coisas. Minha mãe sempre ficava nervosa com a minha presença intrometida. Eu só queria poder comer uma lata de leite condensado sozinha. Mas sempre tinha a porr* da inflação que me impedia de pegar uma mísera colher de leite condensado.
Não me esqueço de uma vez que ela usou uma tábua pra picar os pêssegos e, confundindo-se, usou a tábua onde ela tinha amassado alho. Ou seja, o bolo ficou sabor alho-pêssego.
Você pensa que eu não comi...
... aí que você se engana...
...eu sempre fui um menina muito fofa... dos lados. E se tem açúcar eu traço.
Até que um dia eu resolvi me rebelar e disse que não aguentava mais aqueles bolos! Aí ela fez um com recheio de abacaxi. Eu sou eternamente apaixonada por este bolo. Não precisa de amêndoas, damascos e blá blá blá. O que liga é recheio de abacaxi!
Daí que eu contei tudo isso pra falar que ela fez o bolo de aniversário dos meus 32 anos. E eu realmente não sei até quando ela vai fazer meus bolos. Eu não sei até quando vou tê-la por perto. O que me entristece no meu aniversário é saber que mais um ano passou. E eu não sou a única a envelhecer. Minha mãe envelhece comigo. Queria a minha mãe de 10 anos atrás. Ela não existe mais. Mas se eu procuro em mim a menina de 10 anos atrás eu encontro. E fico preocupada. Porque já era pra ela ter ido embora. Eu realmente não me sinto com 32 anos. Eu diria que tenho 20, às vezes 15.
"Assim. A Paula Thomaz que matou a Daniella Perez está solta e casada e com mais filhos no Rio de Janeiro. A pena que ela sofreu NÃO ME REPRESENTA enquanto cidadã. Como membro da sociedade brasileira, não considero que foi feita justiça.
Como parte desta imensa COMUNIDADE BRASIL noto que muita gente também não se sente REPRESENTADA pela pena aplicada à Paula Thomaz. Donde eu concluo que, PERIGOSAMENTE, movimentos justiceiros crescem de forma legítima. O que significa LEGÍTIMO para as ciências sociais? É legítimo tudo aquilo que é apoiado pelos membros de um determinado grupo como válido e justo. Eu não gosto de movimentos justiceiros. Não apóio. Não torço. Eu apenas NOTO que eles ganham legitimidade. À medida em que a Paula Thomaz tesoura uma garota e fica na cadeia 6 anos. Eu credito a legitimidade crescente desses movimentos à isso. Posso estar enganada. E o brasileiro pode ser um povo violento de nascença.
O estado de espírito que isso causa no brasileiro médio é bastante propício para saídas radicais. Como por exemplo um político qualquer que carregue a bandeira da PENA DE MORTE. Eu não apóio pena de morte. Só acho que venceria um plebiscito por 80%. Talvez um pouco menos, se os evangélicos resolvessem fazer lavagem cerebral. Mesmo assim estou certa que as pessoas MENTIRIAM pro pastor e votariam a favor. Eu não votaria. Mas me percebo como minoria nesse caso.
Não se trata de discutir EFICÁCIA de penas. Não é esse o caso. A discussão a respeito de crimes muito violentos, geralmente passionais, situa-se em outro plano. Que é de PUNIÇÃO simples. Quando a Paula Thomaz tomou a decisão de dar dezenas de tesouradas na Daniela Perez, pra mim é claro. Game Over pra ela. Ou fazemos isso a partir de transformações radicais no código penal ou vamos ter fantasias fascistas.
Mas pode ser que eu esteja enganada. Já que é uma percepção individual. Pode ser que os brasileiros estejam satisfeitos com o código penal. E a única pessoa que espume quando assiste na TV à nova vida do Guilherme de Pádua seja eu.
O caso Daniella Perez é emblemático porque, nele, a justiça FUNCIONOU. Tudo que existe na lei, foi cumprido.
E os direitos humanos, sinto muito. Eles sempre aparecem de maneira antipática. Das duas uma. Ou eles são antipáticos. Ou o estado de espírito já está bastante alterado. E toda narrativa a respeito dos direitos humanos já vem CARREGADA por conta dessa alteração do estado de espírito. O que corrobora toda a tese acima. Tese pessoal minha. E intransferível minha. E mal-estar meu. E tudo meu e meu e meu."
Aqui: lógico.
Mais "anos 80"... impossível!
Há três meses fui ver a leitura de uma peça do Marcelo Rubens Paiva no teatro do MASP.
E daí que no sábado...
- Onde você está?
- No metrô Vila Madalena em ótima companhia! O Marcelo Rubens Paiva está na minha frente!!!
Marcelo ouve, olha pra mim, pisca e sorri.
Eu devolvo o sorriso - QUASE TENHO UM ENFARTE - e fico sem graça.
Penso em mil coisas pra falar, não consigo lembrar o nome da peça! Não quero que ele pense que é mentira... eu estava lá. EU VI!!!
Ele olha pra mim novamente, pisca e sorri.
- Tchau.
Soltei um minguado:
- Até mais.
E vi um dos ícones dos anos 80 descendo na estação Sumaré. Vontade de arrancar cada fio da minha vasta cabeleira!
"Até mais". Bahhhhhhhhh!
"É a minha grande arma, meu sorriso. Não que eu tenha descoberto isso, mas várias garotas se deixaram seduzir por ele. Depois me contavam. É claro que eu comecei a dar maior importância , já que passei grande parte da minha adolescência com uma incrível dificuldade de me aproximar de mulheres." - Feliz Ano Velho.
10 coisas
Eu tenho tantos altos e baixos que às vezes acho que sou bipolar. É super na moda ser bipolar, né? Então não sou! heh
Estou muito pensativa ultimamente...
Saudades estranhas de gente que não vejo faz tempo. E com pouca saudade de gente que vejo sempre. Normal, né? :)
No trabalho... tudo bem! Já sacaram que eu não vim pra brincar de ciranda-cirandinha.
Eu, definitivamente, desisto de tentar entender as pessoas. Uma leve irritação.
Ninguém é obrigado a aturar mau-humor alheio.
Estou pedindo, se quiser, eu imploro.
Transparência é uma merda.
Revirar os olhinhos e entortar a boca é forte sinal de desaprovação. Ou derrame.
Não vejo a hora da eleição acabar. Sinto vergonha alheia.
Se São Paulo tivesse o Gabeira eu não teria anulado meu voto...
Email´s "fofinhos" que recebo...

Na disputa pela Casa Branca...
"Tudo bom?
Dormiu bem? Chegou bem?
Hoje vamos pra Savannah, na Georgia, passando por Jacksonville e Daytona (a principal cidade da Nascar). Dá uma olhada no mapa anexo. Só uma noite lá, depois estrada de novo subindo até Fayetteville, na Carolina do Sul. Lá espero ir ao restaurante do Michael Jordan, porque parece que tem um museu do cara. Veremos...
Como eu falei ontem, o grupo tem três japas que compram tudo que vêem pela frente, mas que vieram pra isso mesmo (estiveram aqui ano passado para fazer os parques). Tem um severino do carai de Alagoas, que odeia paulista e gaúcho e que fica falando o quão bem-sucedido ele é apesar do preconceito contra nordestinos (e aqui e ali entrega que tem uma fazenda, um carro de 130 mil dólares, etc). Uma desgraçada que é bilionária, e fica falando onde já esteve e dizendo que nós vamos adorar isso, amar aquilo, num discurso de "vocês são amadores, e vejam como eu já sou `rodada`". Eu guento?
Tem uma senhorinha muito simpática, a única que salva, com quem conversamos bastante, e uma mulher de uns 30 que não faz NADA sem a mãe. Tipo, deus no céu e a mãe na terra, e a véia nem queria mesmo estar aqui. Ela tá na fila de um negócio, e de repente sai correndo porque tem medo da véia morrer. E a véia, que apelidamos de "tia T.", fica lá reclamando das doenças... que ela, aparentemente, não tem.
Um casal de mineiros, jovens, que são até simpáticos, mas são da roça. Se tropeçarem a carroça passa por cima. Tem um outro bicho do mato, tipo "Taquaritinga", sozinho, que no meio do show, do brinquedo, da atração, da explicação, vem falar sobre um filme que viu, falar que americano é gordo, etc e tal. O guia, um carioquinha, é simpático e manja marromeno das coisas, mas é tonto igual aos nerds do filme.
Que grupo!!!!
Está divertido, não tenho do que reclamar. Tudo isso aí já virou piada pra nós. Vamos ver o volume de malas hoje no ônibus. Afe... já devem ter preenchido tudo.
Fala pro J. me mandar o nome do jogo ou uma lista ordenada por prioridade. Aí eu me viro. E eu não quero mais entrar em shoppings e outlets... me incomoda fazer compras, e me emputece ver todo mundo fazer compras, e encontrar mais brasileiro falando "nóis vinhemo do brasil" comprando ainda mais e mais. Imagino o avião, com aquela briga que rolou da outra vez... poutz..."